Semana que vence foi de muito pensar…Começou com um telefonema e uma pergunta…a semana está terminando eu aqui sem a resposta. Repentinamente me vi tendo que responder se era ou não o indicado a Vice pelo PDT na chapa do Senador Hélio Costa(PMDB) ao Governo de Minas….Não sabendo de onde vinha a informação e tendo o maior cuidado respondi que ERA e SOU, Pré-candidato a Deputado Federal…..mas, isso não bastou e as perguntas continuaram, Quando? O que você acha? E se?….etc. Fui tentando elaborar as respostas o mais coerentemente possível e guardando com muito cuidado a verdade na resposta…Eu não sabia de onde teriam saido, tão de repente, tantas questões….Daquelas respostas cuidadosas e verdadeiras nasceram desdobramentos com perguntas a uns e a outros, entrevistas, off(s), bastidores…..E os amigos e mais íntimos gozadores passaram me chamar: Vice. Sempre com aquele sorrizinho cínico do sarcasmo e descrença, como se eu tivesse me lançado como tal. Todo mundo, na politica, sabe que, vice não é quem quer, é quem é querido. Tenho discutido e pregado dentro do PDT, meu único partido, a vontade de fazê-lo crescer e participar dos destinos de Minas…Tenho enchido a paciência de meus companheiros( a quem peço desculpas) por querer um pouco mais….entendo que política não se faz só para vencer….faz-se para crescer. E crescer quer dizer somar, aglutinar, multiplicar vontades e gente…. Não me incomoda o risco de não ser, não me incomoda o risco de perder, não me incomoda o risco de sofrer mas, me incomoda muito o arrependimento de não ter tentado. Aí, deixo claro: sou e estou feliz como Deputado Federal mas, se meu partido quiser e achar que eu sou querido suficientemente para tentar outros vôos…..me dê asas! E não precisa ter Redbull!
Arquivo de abril de 2010
Semana de pensar……….muito
sexta-feira, 30 de abril de 2010Emancipações….a onda!
sábado, 17 de abril de 2010Há algum tempo percebe-se na Câmara claros movimentos emancipacionistas…Nessa semana aprovamos a Urgência para permitir a consulta ao povo do Pará se quer ou não quer que se crie os Novos Estados de Tapajós e Carajás! Briga total no Pará, uns querem outros não……Viajando pelo interior de Minas fui parar no distrito de Chonim de Cima(Governador Valadares) e lá, presente no distrito, reforcei minha convicção emancipacionista…Territórios extensos condenam comunidades ao abandono em função da distância de suas sedes e do poder central…Faltam atendimentos básicos e isso não é difícil de compreender…As demandas de um gestor são sempre maiores que seus recursos e, por isso alguns ficam desassistidos porque não reclamam, porque não tem representantes ou porque estão longe, tão longe que ficam esquecidos…Quando se emancipa um município cria-se alí uma necessidade de organização que é preenchida pelas pessoas daquela comunidade…Prefeito, vice, vereadores, secretários, funcionários públicos, são escolhidos alí e alí vivem, divertem, consomem e investem…Recursos, mesmo parcos, são enviados diretamente prá aquela comunidade…O FPM( Fundo de Participações dos Municípios ), mesmo pequeno chega lá! Os que alí moram começam ditar suas prioridades e, rapidamente vamos vendo surgir, bancos, correios, postos de saúde, loterias, escolas municipais, infra-estrutura básica, lazer e EMPREGOS! Os pais alimentam os filhos, eles estudam e frequentam aquele pequeno clube municipal, crescem e sonham e quando migram, o fazem para crescer e sonhar. Só que saem com amplas possibilidades de vencer. Os que ficam nas suas pequenas cidades ficam com a dignidade de uma casa para morar e uma comunidades dignamente atendida para viver! A migração desordenada para a preiferia das grandes cidades poderá, enfim, diminuir naturalmente e com ela algumas mazelas da desesperança!
FICHA LIMPA JUNTO COM UMA SOCIEDADE ÉTICA
quinta-feira, 8 de abril de 2010(*) Deputado Mário Heringer
A Câmara dos Deputados estará apreciando a proposição de iniciativa Popular que impõe a tese da ficha limpa para os candidatos às eleições majoritárias e proporcionais. Não resta dúvida que esta proposta é de grande envergadura e de relevância para um momento rico e singular em que parte da sociedade brasileira discute a questão ética como fator imperativo e norteador da atividade pública e do bom convívio civilizatório.
Qualquer tipo de mecanismo ou argumento que queira postergar a apreciação e a votação desta proposição é condenável. Neste sentido, todas as pessoas comprometidas com a consolidação de um Estado democrático e com espírito ético têm a clareza de que urge a necessidade de se estabelecer um parâmetro normativo para que se possa coibir candidatos que queiram fazer do Parlamento um lugar de construção dos seus próprios interesses, rompendo-se o princípio de sua condição de representante do povo.
O Congresso é a caixa de ressonância da própria sociedade. Os políticos são meras expressões das contradições e incoerências advindas do nosso ethos civilizacional. A ficha limpa é necessária e é inadiável. Não obstante, sob pretexto de se fazer uma expiação moral do Parlamento, deve-se ter o cuidado de não defenestrar o suposto mal candidato, sem assegurar-lhe o mínimo do princípio constitucional da ampla defesa, preceituado na Carta Magna de 88.
Ao contrário do que se propaga, a maioria dos parlamentares é favorável a proposta. A divergência primordial que perpassa na mente do Legislador e de muitos juristas é saber em que grau do Judiciário deverá estabelecer a aplicação da proposta.
Saber se este poder de decidir deve ou não ser atribuído unicamente ao juizado de Primeiro Instância. A população esclarecida tem clara noção de que neste imenso território brasileiro é temerário transferir mais poder ao Juiz de Primeiro grau.
Não se pode olvidar que há municípios brasileiros que vivem sob o controle de famílias, grupos, segmentos ou pessoas influentes. Muitas às vezes agem à margem da lei, da administração municipal e das decisões judiciais e submetem o povo a um silêncio obsequioso. A cultura do coronelismo ainda domina muitos logradouros municipais, impondo-lhes o medo, a humilhação e a morte a quem queira enfrentá-los dentro do princípio da ordem e da lei.
Esta cultura coronelista incorporada e adornada pela “modus faciendi do “sabe com quem está falando e do “jeitinho brasileiro”, sem sombra dúvida, é uma ameaça constante aos ideais do Estado democrático.
Por conta disto, é imperioso refletir que a corrupção praticada por alguns políticos e agentes públicos só existe em função destes fenômenos culturais. Não há que se falar em corruptos sem lembrar o corruptor.
Não há que se falar em ficha limpa sem incorporar no seu ideal novas normas legais que possam erradicar o autoritarismo e o hedonismo do “jeitinho brasileiro” e do “sabe com quem está falando. Sem isto, a militância e a mobilização social pela ética na política continuará a andar irremediavelmente de forma enfadonha e cíclica.
Estou convicto de que a malfadada impostura do jeitinho brasileiro nos deveria envergonhar, causar repulsa e comoção social. Sabe-se que jeitinho brasileiro tornou-se sinônimo de esperteza e infelizmente, tolerável, sem menor cerimônia, em todas as camadas sociais. Muitas famílias educam seus filhos na velha máxima: “seja esperto”!. Educar filhos sem a desconfiança em relação à postura geral de nossa sociedade é criar vítimas para um sistema perverso e destruidor. Homens e mulheres de finais de semana. Acreditam em tudo, compram tudo e são vítimas fáceis. A pedagogia do ser ético, com honrosas exceções, fica de fora da moral, convicção e educação familiar.
Enquanto, homens e mulheres de “bem”, lutam contra as mazelas do Estado, uma parcela expressiva da população insiste em tolerar condutas deveras reprováveis, justificando-a pela existência de alguns políticos e agentes públicos desviantes.
Não há que se pensar na superação da corrupção ou de se vislumbrar um Parlamento límpido e imaculável, sem erradicarmos estas práticas comuns e infelizmente aceitáveis no seio da sociedade.
Muitas vezes, percebe-se que o mesmo cidadão ou grupo social que reprova o mal político (e deve sempre ser assim!), é o mesmo que está torcendo por um time de futebol ou uma escola de samba que não tem suas contas transparentes e são sustentados com recursos escusos ou produto da corrupção, de lavagem de dinheiro, que fura fila, oferece propina, que avança sinal, que sonega imposto.
Quem é, e foi parlamentar, sabe muito bem que durante o nosso mandato convivemos com esta contradição comportamental. Enquanto nas ruas e nos noticiários exalam-se vozes de desaprovação e repúdio aos eventuais atos desabonadores de políticos, nos bastidores e corredores do Congresso Nacional correm-se soltos pedidos, sob fortes pressões que deixam perplexos o próprio parlamentar, diante de propostas indecorosas feitas por “lobbismo” do mal e até por cidadãos comuns com interesses pessoais não confessáveis.
O Parlamentar enfrenta de tudo! Quando um parlamentar diz não a uma proposta que ele julga ser fisiológica, oportunista, amoral e imoral, o algoz fica enfurecido e traduz a sua decepção, em ativismo injuriante e difamante.
Assim, é urgente a aprovação da ficha limpa. Entretanto, é prudente que aprovemos esta lei com um mínimo de segurança jurídica que possa coibir qualquer denuncismo aleatório e intencional.
Sabendo-se que numa disputa política, culturalmente os adversários buscam de todos os meios para eliminar o seu concorrente, inclusive usando da simulação, da falsa notícia e da falsa acusação. O risco torna-se maior quando qualquer um dos candidatos tem influência no Judiciário local.
No nosso modo de entender será mais plausível, para que se assegure a eficácia da lei da “ficha limpa”, se garantíssemos agilidade aos processos, dando amplo direito de defesa (encurtando o devido processo legal, evitando assim a procrastinação jurídica) e presunção de inocência sempre.
O mecanismo ora proposto tem na sua essência o sonho de uma sociedade ética mas trás, pela sua pressa e sofreguidão o ranço medieval da inquisição. Não há, não houve e não haverá qualquer possibilidade de adoção de qualquer proposta, sobre qualquer pretexto no Congresso Nacional que não seja precedido da discussão temporal e do contraditório. A composição plural impede adoções automáticas.
A apreciação e votação desta proposição de iniciativa popular é uma questão imediata. É um caminho que nos dará nova motivação para melhor escolhermos os candidatos. É um caminho que vai exigir uma escolha mais criteriosa a exemplo do que fazemos na vida privada quando adquirimos um bem. Ou, quando escolhemos quem vai trabalhar nas nossas residências ou empresas.
Quiçá possamos adotar o mesmo critério que tratando da coisa pública
(*) Deputado Federal-PDT/MG, Ouvidor Parlamentar e Membro Títular da Comissão de Direitos Humanose Minorias.
Mosquito valente X Prefeito inerte
quarta-feira, 7 de abril de 2010Sem apetite prá governar ele se deixou levar pela tentação, quase obrigação, de um segundo mandato…seus amigos, estimuladores, correligionários, patrocinadores, exploradores, aproveitadores, sicários, trombadinhas, coronéis de anéis e sem anéis, conselheiros e doutores insistiram. Ele submetido aceitou e rapidamente percebeu que sua inapetência já fôra detectada pelo seu povo…as pesquisas mostravam que não teria chances nas eleições…Estimulado começou cometer estrepulias que, de tão visíveis poderiam ser chamadas, alegorias…prometeu casas, deu material de construção, abasteceu automóveis…..Comprou votos e ganhou a eleição…Coitado! NÃO GANHOU LEGITIMIDADE…é um fantasma, fantoche, desanimado e agora abandonado esperando um Desembargador desalojá-lo da incomoda posição…Enquanto isso um mosquitinho (aedes) valente, governa frente ao inerte, e mata, quem ainda não devia morrer….Mata covardemente ante a covardia! Carangola, que já vem sendo esquecida a anos pelos seus representantes…que de lá tiram votos, tiram estradas, tiram escolas, tiram sonhos…esta agora sendo privada de suas vidas! Desembargador ajude o povo de Carangola. Desaloje o mosquito do poder…dê legitimidade ao realmente eleito!
O Rio de Janeiro continua lindo…….
quarta-feira, 7 de abril de 2010Quero voltar a cantar, o Rio de Janeiro , fevereiro e março…..
Mas tô tão chateado com tudo…..
Ah! Eu estou tão cansado……
Mas não prá dizer: Alô , alô realengo aquele abraço….
Mas não prá dizer: é sempre bom lembrar que um copo vazio esta cheio de ar…
Rio de Janeiro gosto de você, gosto de quem gosta…
de Copacabana, princesinha do mar, quando quebra na praia é bonito….
E o barquinho vai…..
Vou ver o sol brilhar, o povo cantar e sorrir..Mineiros não sabem ver tristeza no Rio.
Assim como sempre foi…..bastante pior!
quarta-feira, 7 de abril de 2010O povo fica esperando, socorro, ajuda, milagres….e continuam esperando enquanto eles não vêm. É assim a rotina da fé e da esperança, esperar e rezar, rezar e esperar…aí, do outro lado do mundo ou de muitos lugares do mundo aparecem os anjos pesados de cimento e lágrimas, de dor e de emoção. Com eles chegam as câmeras e por trás delas muitas idéias na cabeça! Vendo os filmes fica claro: O mundo econômico finge que vê, finge que ajuda, finge ter coração…Se ajudar quisessem o Haiti já não estaria assim….com seu amplo sorriso emoldurando aqueles olhos tristes…Agora, a coisa parece pior…destaca-se além da dor da emergência, a dor da negligência da Humanidade
O sobe e desce dos candidatos.
domingo, 4 de abril de 2010A cada final de semana, emoções renovadas…..Alguém ou algum encomenda de um ou de outro e, a cada “findi” novos números prá manter acesa a chama da disputa…São 4 pré candidatos e eles insistem em insistir que são 2, são 5 institutos de pesquisas contratados por 5 diferentes patrões que já escolheram seu lado…É tão evidente as tendências que conseguem desmoralizar uma ferramenta importantíssima, a estatística. Hoje, quem tá subindo é a Dilma, na próxima será o Serra e nesse “bem me quer” “mal me quer” os números da Marina e do Ciro sobem ou descem prá favorecer esse ou aquêle. Realmente o que acontece nesse momento é uma tentativa de consagrar adiantadamente os contendores numa pré campanha, proibida e ignorada pela população e tolerada pelos Tribunais. E, enquanto isso um sobe outro desce e nós aqui discutimos…..Quem aposta do resultado? Eu não! Porque, no revesamento de ilusões semanais, sábado que vem tem mais!
Prenúncio de Tempestade
sábado, 3 de abril de 2010As cartas vão aos poucos aparecendo e com elas os jogadores mostram suas estratégias e consequentemente a disposição de luta junto à possibilidade de vencer. Associações, adesões, coligaçoes somam ou subtraem? Nesse momento vale acumular quantidade ou qualidade? Identificação ou volume?…. Encontros inesperados ocorrem e se vão virar associações, adesões ou coligações só o tempo dirá…As três palavras parecem ter mesmo significado mas, no uso corrente tem significado bastante diferentes….Associa-se para fazer junto, dividir em partes previamente combinadas… Adere-se para aceitar, submeter a coisa já estabelecida…Coliga-se para juntos promoverem movimentos, decisões e métodos…E é a partir daí que saberemos quem tem mais café no bule! Quem chegou primeiro?….quem chegará por último? Reposta no início de Outubro. Aguardem. A metereologia anuncia trovões e relampagos!













